06/06/2018

Junho: aproveite o mês com comidas usando alimentos regionais!

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Por isso, selecionamos receitas com ingredientes essenciais para a vida do nosso povo, como a mandioca, e preparações típicas que tomam o País de Norte a Sul, como o angu. Não perca essa oportunidade de ficar com preparações caseiras, dispensando as industrializadas.

Siga a regra de ouro do Guia Alimentar para População Brasileira. A regra que facilita a observação das quatro recomendações gerais feitas no Guia: prefira sempre alimentos in natura ou minimamente processados e preparações culinárias a alimentos ultraprocessados. e mergulhar de vez na brasilidade do mês de junho, dando preferência aos alimentos in natura e minimamente processados

Mandioca

A mandioca, também conhecida como macaxeira ou aipim, constitui um dos principais alimentos energéticos utilizados no Brasil, devido à sua rusticidade e ampla adaptabilidade. Mais de 80 países a produzem e o Brasil participa com mais de 15% da produção mundial. De fácil adaptação, é cultivada e consumida em todos os estados brasileiros, situando-se entre os nove primeiros produtos agrícolas do País.

Nas regiões Norte e Nordeste, troca com frequência o arroz na mistura com o feijão.
Em algumas regiões do Brasil, a mandioca cozida e a tapioca, feita com a goma da mandioca (polvilho), são consumidas no café da manhã como substitutos do pão.

Pão de Macaxeira

Ingredientes
Mandioca 3 pedaços médios
Água 3 e 1/2 xícaras de chá
Fermento fresco 2 tabletes
Açúcar 1 colher de café
Farinha de trigo 3 xícaras de chá
Ovo 2 unidades
Óleo 3 colheres de sopa
Sal 2 colheres de chá

Modo de preparo
1. Descascar e cozinhar a mandioca em água;
2. Amassar a mandioca até obter um purê e reservar;
3. Misturar o fermento com o açúcar, 50 g de farinha de trigo e 120 ml da água do cozimento da mandioca;
4. Deixar dobrar de tamanho;
5. Acrescentar ao purê de mandioca o ovo, o óleo, o sal e a massa fermentada;
6. Adicionar a farinha aos poucos (dependendo da mandioca e da farinha de trigo, essas quantidades podem ser modificadas);
7. Sovar a massa até que fique bem lisa;
8. Deixar fermentar mais uma vez para dobrar o tamanho e modelar as bolinhas;
9. Untar uma forma retangular, enfarinhar e deixar que os pãezinhos dobrem mais uma vez de tamanho;
10. Assar os pães em forno preaquecido (180 °C) até dourar.
Rendimento: 1.500 g 30 unidades Porção: 50 g 1 unidade.

Baru

O baruzeiro, que é uma leguminosa arbórea, oferece um fruto de casca fina no qual se esconde uma amêndoa dura e comestível. Quando maduros, os frutos caem com facilidade da árvore. O baru tem alto valor nutricional, superando os 26% de teor de proteínas encontrados no coco-da-baía.

A amêndoa é rica em cálcio, fósforo e manganês, contém 45% de óleos e o valor proteico e o gosto se assemelham aos do amendoim. As sementes ou amêndoas dessa espécie fornecem óleo de primeira qualidade. A composição dos ácidos graxos desse óleo revela teor relativamente alto de ácido linoleico.

A polpa do Baru pode ser consumida ao natural ou na forma de geleia e licor. Para retirar a amêndoa do baru, é necessário quebrar o caroço, que é muito duro. Recomenda-se quebrar apenas os frutos cujas amêndoas deslizam no seu interior. A amêndoa pode ser comida crua ou torrada e, nesse último caso, substitui com equivalência a castanha-de-caju, servindo como ingrediente em receitas de pé de moleque, rapadura e paçoquinha e para enriquecer pães, bolos, sorvetes e acompanhar aperitivos.

Arroz com Baru

Ingredientes
Óleo 1 colher de café
Cebola ½ unidade média
Alho 1 dente
Arroz 1 xícara de chá
Água 1 xícara de chá
Sal ½ colher de chá
Baru descascado 1/4 xícara de chá

Modo de preparo
1. Colocar o óleo na panela aquecida, acrescentar a cebola picada, refogar e, quando estiver transparente, adicionar o alho picado;
2. Acrescentar o arroz e refogar;
3. Quando o arroz estiver branco-opaco, acrescentar a água fervente e o sal;
4. Tampar a panela e, quando a água secar, misturar com o baru em pedaços.
Rendimento: 625 g 5 porções Porção: 105 g 2 colheres de sopa

Pequi

É uma árvore que pode atingir mais de 10 m de altura ou ter porte pequeno por causa da baixa fertilidade do solo ou de fatores genéticos. O fruto é uma drupa, contendo de um a quatro caroços, podendo atingir até seis. O pequizeiro é nativo em cerradão distrófico e mesotrófico, cerrado denso, cerrado sentido restrito e cerrado ralo. Ocorre em regiões de boa luminosidade e de menor fertilidade natural do solo, clima subtropical ou tipicamente tropical, com estação seca bem definida.

Os frutos iniciam a maturação em meados de novembro, prolongando-se até o início de fevereiro, alcançando a maturidade três a quatro meses após a floração. A “casca” do fruto do pequizeiro, processada em farinha, apresenta valores em lipídios, proteínas, carboidratos totais e fibra alimentar de, respectivamente, 1,54%, 5,76%, 50,94% e 39,97%.

A polpa de pequi contém de 70,9 mg/100 g a 105 mg/100 g de vitamina C, valores acima dos da laranja, da goiaba, da banana-d’água e da maçã argentina, sendo o valor máximo superior ao suco de limão. A polpa e a amêndoa do pequi contêm 267,9 kcal/100 g e 317 kcal/100 g, respectivamente, constituindo uma fonte rica de calorias.

O fruto do pequi é usado para fabricação de licor, e a polpa é consumida com arroz, feijão, galinha ou batida com leite e açúcar. Você sabia que do pequi também se extraem dois tipos de óleo: um a partir da polpa (40%-55%), considerado como verdadeiro substituto da banha e do toucinho; e outro extraído da amêndoa (40%), utilizado no preparo de cosméticos, por ser delicado e perfumado.

Galinhada com pequi

Ingredientes
Frango inteiro ½ unidade
Sal 3 colheres de chá
Pequi 10 unidades
Água 2 ½ xícara de chá
Cebola 1 unidade pequena
Alho 4 dentes
Arroz 1 ¼ xícara de chá
Louro 1 folha

Modo de preparo
1. Cortar o frango em pedaços e retirar a pele;
2. Temperar com metade do sal e assar em forno médio (180 °C) por 30 minutos;
3. Lavar o pequi e cozinhar em água fervente por 20 minutos. Reservar a água da cocção;
4. Em uma panela, dourar o frango sem acrescentar o óleo;
5. Acrescentar a cebola e o alho picado;
6. Adicionar o arroz e cozinhá-lo com a água de cocção do pequi;
7. Adicionar o sal, o louro e o pequi e cozinhar por 40 minutos ou até que o arroz fique macio.
Rendimento: 1.415 g 10 porções Porção: 140 g 3 colheres de sopa

Couve

Herbácea perene de caule ereto, a couve emite novas folhas continuamente ao redor do caule. Propaga-se por semente ou por plantio do broto lateral, forma mais comum. Apresenta folhas firmes, que desidratam com menor facilidade que a alface. No entanto, tornam-se amareladas com facilidade.

É muito rica em nutrientes, especialmente cálcio, ferro e vitaminas A, C, K e B5. A couve é uma cultura típica dos períodos de outono e inverno, apresentando, contudo, certa tolerância ao calor, sendo plantada em todo o Brasil, mesmo na Amazônia. Em regiões de clima ameno, é facilmente produzida durante o ano todo.

As couves apresentam grande diversidade de cores (de verde-claro a violeta-escura), formatos e tipos de crescimento, sendo a mais apreciada a de folhas verde-claras, com aproximadamente 25 cm de tamanho. Em condição ambiente, pode ser mantida por um a dois dias com os talos dentro de uma vasilha com água em local fresco.

Quando em geladeira, deve ser colocada inteira ou picada em recipientes fechados. Pode ser consumida crua, em sucos e saladas, refogada ou como ingrediente de sopas, farofas e cozidos. A couve foi umas das hortaliças mais consumidas até a Idade Média. Sua utilização foi registrada pelos gregos quatro séculos Antes de Cristo, e há indícios de que são consumidas desde aproximadamente 4000 a.C.

Caldo-verde

Modo de preparo
1. Picar a cebola e o alho;
2. Em uma panela de pressão, cozinhar as batatas por 20 minutos em água;
3. Descascar as batatas e amassar como purê;
4. Em outra panela, aquecer o azeite e dourar a cebola, o alho e a linguiça cortada em rodelas finas;
5. Acrescentar a batata amassada com a água e o sal e cozinhar por 15 minutos;
6. Adicionar a couve e deixar ferver por mais 3 minutos.

Ingredientes
Cebola 5 unidades pequenas
Alho 3 dentes
Batata-inglesa 6 unidades
Azeite 1 colher de sopa
Linguiça calabresa 1 unidade
Água 6 xícaras de chá
Sal 2 colheres de chá
Couve-manteiga 1 maço
Rendimento: 3.000 g 10 porções Porção: 280 g 2 conchas grandes

Espinafre

É rico em vitamina A e em vitaminas do complexo B, além de sais minerais, principalmente ferro. Recomenda-se a semeadura em bandejas para posterior transplante. Suas folhas devem ser colhidas antes do florescimento, que ocorre nas axilas das folhas, podendo-se realizar cortes sucessivos, os quais estimulam a produção de novas folhas.

O espinafre pode ser cultivado numa ampla faixa de temperatura, mas produz melhor sob temperaturas amenas (entre 15 °C e 25 °C). Uso culinário pode ser consumido cru, em saladas, ou refogado, na preparação de sopas, cremes, molhos, tortas, massas, arroz, omeletes e até em sucos. Os talos podem ser utilizados em sopas ou no feijão.
O espinafre desidratado em pó é um produto amplamente utilizado na obtenção de massas alimentícias verdes. Pode ser utilizado em espaguete, nhoque, pães, tortas salgadas, panquecas. Sua utilização evita o uso de corantes artificiais e ainda aumenta o valor nutritivo dos alimentos.

Angu com Espinafre

Modo de preparo
1. Bater o milho com a água e reservar;
2. Refogar a cebola picada no óleo e acrescentar o espinafre limpo e rasgado em pedaços;
3. Colocar o milho batido e o sal e cozinhar em fogo baixo, mexendo sempre, por 12 minutos.

Ingredientes
Espiga de milho 2 unidades
Água 1 e 3/4 xícaras de chá
Cebola 1/2 unidade média
Óleo 1 colher de sobremesa
Espinafre 1/3 do maço
Sal 4 g 1 colher de chá cheia

Rendimento: 635 g 5 porções Porção: 120 g 2 colheres de servir

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