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08/06/2017

Alguns passos para parar de fumar

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Largar o cigarro é uma mudança de hábito que traz benefícios praticamente imediatos. Confira como tomar essa iniciativa

 

Parar de fumar não é uma decisão fácil de ser tomada e, principalmente, realizada. Como as pessoas são muito diferentes entre si, há vários caminhos e possibilidades para quem quer se ver livre do tabaco.  

Aqueles que preferem tentar por conta própria podem experimentar dois métodos: o da parada imediata ou o da gradual. No primeiro, o fumante estabelece um dia a partir do qual não irá mais dar nem uma única tragada. No segundo, o gradual, ele pode ir diminuindo o número de cigarros fumados a cada dia (se consome 20 por dia, reduz 4 a cada dia, até zerar a conta no sexto dia, por exemplo), ou vai cotidianamente adiando a hora de fumar. Assim fumará também menos cigarros a cada dia. 

Mas há fumantes que têm um grau maior de dependência e precisam de assistência especializada para largar o tabaco. O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece tratamento de tabagismo gratuito em todo o Brasil. Uma equipe multidisciplinar irá fazer um teste para saber o grau de dependência de cada paciente, conhecer o seu histórico de saúde e avaliar as terapias mais adequadas.  

“O fator principal é a abordagem cognitivo-comportamental, um tratamento para que o dependente reaprenda a viver sem a nicotina. Quando para, ele tem de substituir todo o contexto, os gatilhos que o levam a acender um cigarro, tem de aprender a manejar isso. É um processo lento, mas possível. Se o nível de dependência for muito alto, o tratamento pode ser associado a medicamentos para diminuir os sintomas da síndrome de abstinência”, explica a dra. Tânia Cavalcante, secretaria-executiva do Instituto Nacional do Câncer (Inca).  

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A nicotina presente no tabaco é a principal causadora dessa dependência. Depois de chegar ao cérebro, ela libera várias substâncias que estimulam a sensação de prazer no fumante.  

Mas entre aqueles que precisam de remédio para deixar o tabaco, no entanto, estão menos de 50% dos fumantes ativos no Brasil, como explica o médico Marco Antônio de Moraes, diretor técnico da Divisão de Doenças Crônicas Não Transmissíveis, da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo. Nos outros casos, o tratamento cognitivo-comportamental costuma ser suficiente para livrar os usuários do tabaco. 

“O tratamento pode ser individual ou coletivo, ambos podem dar bons resultados. A equipe é que irá avaliar o que é mais adequado ao perfil de cada um, aplicando o teste de Fagerstrom, que mede o grau de dependência, e vendo, entre outros aspectos, se há comorbidades psiquiátricas”, relata Moraes.  

Os pacientes só são considerados ex-fumantes depois de um ano sem consumo de tabaco, período aceito por parâmetros internacionais.  

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