21/11/2017

Bons hábitos alimentares e rotina saudável ajudam no bem estar dos idosos

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A nutricionista Karina Pfrimer, pesquisadora da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (SP), conversou com o Portal Saúde Brasil sobre a importância de manter a rotina e apontou detalhes que acabam passando despercebidos. "A tendência é o idoso comer menos. O que ele precisa lembrar é que os hábitos de toda a vida adulta devem ser mantidos também nessa fase. O mínimo é fazer as três refeições principais, mas o ideal é que a pessoa também faça refeições leves no meio da manhã e no meio da tarde", destaca a nutricionista. 

"O que acontece é que um idoso sozinho, como um viúvo ou uma viúva sem filhos, por exemplo, acaba tendo que preparar uma refeição só para ele e a tendência é que coma menos. Ou seja, tem de trabalhar para que a frequência de consumo seja mais alta, em horários semelhantes e que sejam, pelo menos, três refeições. O ideal, mesmo, são cinco", acrescenta.

No meio da manhã e da tarde, a recomendação é pelos alimentos frescos. "Assim como a criança e o adulto de meia idade, o idoso precisa comer frutas, que são alimentos com alta concentração de fibras. São ideais para esses lanches. Frutas mais firmes e com casca - uma maçã, por exemplo - podem ser mais complicadas para aqueles que usam prótese dentária. Neste caso, sempre aconselhamos a procurar um dentista para fazer os ajustes na prótese para não ter problemas com limitação de cardápio", aponta Karina.

Outro fator importante na refeição do idoso é a necessidade de estar, sempre que puder, acompanhado de alguém. “A alimentação tem toda uma questão social, não é apenas a absorção do nutriente. A companhia de familiares, amigos ou até mesmo de vizinhos na hora das refeições colabora com o hábito regular, proporciona mais prazer com a alimentação e favorece o apetite. Num almoço de família as pessoas comem mais, tem a questão do carinho, do aconchego, da proximidade. Tudo isso reflete de maneira positiva. Em casas de longa permanência, pode notar, os idosos comem todos juntos”, destaca a nutricionista.

Karina Pfrimer também dá um alerta aos cuidadores ou parentes que acompanham as refeições. “O idoso, às vezes, tem dificuldade de visualizar os alimentos, as cores, variedades. É importante que tenha uma pessoa ali do lado que fale algo como ‘olha que delícia essa cenoura, essa laranja’. Já dá para salivar só de conversar sobre a comida, como acontece em qualquer lugar e com qualquer pessoa, e isso ajuda bastante. Claro que pregamos sempre o máximo de autonomia do idoso, mas essa companhia é demasiado positiva”, finaliza a nutricionista.

 

 

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