03/11/2017

Diálogo e criatividade: ações para deixar a alimentação das crianças mais saudável

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Se o pequeno se alimenta de forma saudável desde os primeiros anos de vida os pais não terão tanto trabalho em manter a linha. Mas se a criança já come de forma não adequada, colocá-la nos trilhos requer esforço, criatividade, negociação e diálogo.

"Após o sexto mês de amamentação, quando entra a alimentação complementar, o ideal é que a mãe não use temperos prontos, sal ou açúcar nas preparações oferecidas à criança. O paladar da criança é bem sutil e a ideia é que ela sinta o sabor real das frutas, da batata, da mandioca, da abóbora, enfim, desses alimentos que podem ser salgados, mas tendem para o doce, sendo mais familiar à criança", explica a nutricionista Rafaela Rangel de Araújo Jorge, especialista em alimentação infantil.

Quando a criança atinge os dois anos, entra em uma fase mais seletiva e pode rejeitar vários dos alimentos saudáveis que a mãe proveu desde o início. É a hora de ter atenção e não sair da linha. “Muitas mães têm medo de o filho passar fome nessa fase. Aí elas cedem à tentação substituem as frutas por biscoitos recheados, por exemplo. Nesse instante é preciso observar bastante a postura da criança: se ela está rejeitando os alimentos por um motivo específico ou se é uma questão de preferência do paladar”, aponta a nutricionista.

Alimentos Regionais Brasileiros

Os pais precisam incentivar o consumo de alimentos saudáveis sendo criativos e oferecendo o mesmo alimento mais de uma vez, podendo alterar a consistência ou a sua forma de preparação. “Combine com a criança de provar coisas diferentes. Um bom exemplo é a cenoura. Primeiro você a oferece crua. Se a criança não gostar, não fale nada e tente outro dia, mas cozida. Depois tente um suco de cenoura ou misture no suco de laranja. A ideia é a oferta sem julgamento. É normal a preferência por alguns alimentos. Tem de perceber se é preferência ou mau hábito. Se acontece com adultos, porque não com as crianças? Meu filho gosta de alface, mas não de tomate. Se o restante da alimentação está adequada e saudável, então ótimo”, acrescenta Rafaela Rangel.

Alimentos variados

A publicação Alimentos Regionais Brasileiros, do Ministério da Saúde, é um bom guia para aguçar a criatividade na hora de montar o cardápio do dia a dia. O objetivo principal é divulgar a imensa variedade de frutas, hortaliças, tubérculos e leguminosas do nosso país, além de apoiar a educação alimentar e nutricional e incentivar a alimentação adequada e saudável. Esse material contribui, ainda, para divulgar a variedade de alimentos em todas as regiões e orientar seu uso em preparações culinárias.

 

» Conheça o livro "Alimentos Regionais Brasileiros", do Ministério da Saúde (arquivo em formato PDF) 

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