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11/08/2017

Aleitamento até os dois anos ou mais traz muitos benefícios à mãe e ao bebê

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A cada ano que passa aumenta a conscientização da sociedade sobre a  importância da amamentação até os dois anos ou mais sendo exclusiva até os seis meses de idade do bebê. A criança que recebe o leite da mãe no primeiro semestre de vida não precisa de qualquer outra fonte de alimento, nem mesmo água.

"Estamos comemorando a 25ª Semana Mundial da Amamentação, com intuito de envolver a sociedade nesta causa. Ao longo dos 25 anos de campanha, percebemos que as mães têm se conscientizado. O resultado disso são as taxas de aleitamento materno exclusivo que aumentaram", aponta Fernanda Monteiro, coordenadora das ações de Aleitamento Materno do Ministério da Saúde. “Cada vez mais encontramos grupos de mães que se unem em torno do tema e se apoiam nessa fase da amamentação”, acrescenta. 

"A amamentação exclusiva passou de 3% em 1986 para 41% em 2008. A meta mundial é de alcançar 50% de aleitamento materno exclusivo até 2025. Vale lembrar também que o papel dos profissionais de saúde tem sido fundamental, principalmente durante o pré-natal", reforça Fernanda Monteiro.

Maria Emília Rodrigues Miranda, 39 anos, tem três filhos, mas só conseguiu oferecer a amamentação exclusiva nos primeiros seis meses no terceiro filho. "Nas duas primeiras gestações eu trabalhava e não tive o privilégio da licença, então tive de introduzir outros alimentos antes. Com o terceiro filho, hoje com um ano e quatro meses, foi diferente. Mãe, avós e tias me passaram a importância da amamentação exclusiva e percebi o quanto foi interessante, tanto para mim quanto para o bebê. O vínculo entre nós dois está ainda maior", explica.

Dicas de amamentação

 

A professora Maria Elvira Oliveira de Jesus, 36 anos, obteve informações importantes antes mesmo do bebê nascer. "Já recebi a orientação da amamentação exclusiva desde o início, no atendimento no hospital, durante o pré-natal, mas também de alguns parentes e na mídia, que hoje ajuda bastante. Muitos estranharam essa questão de o bebê não precisar nem mesmo de água, mas o leite tem tudo o que a criança necessita", ensina Maria Elvira. "A amamentação exclusiva acalenta e acalma o bebê e é algo que vai além da nutrição. Ela gera um vínculo que toda mãe tem de experimentar. É um sentimento único, difícil de explicar, e que traz benefícios tanto para as mulheres quanto para os filhos."

É importante lembrar que a recomendação da Organização Mundial de Saúde e Ministério da Saúde é de amamentar com leite materno até o dois anos ou mais, sendo de forma exclusiva até o sexto mês de vida do bebê.

» Leia no Blog da Saúde: Mitos e verdades sobre amamentação

 

Semana Nacional de Amamentação 2017

Com o slogan "Amamentar: ninguém pode fazer por você. Todos podem fazer junto com você", a campanha da Semana Nacional de Amamentação do Ministério da Saúde deste ano tem como objetivo fortalecer a participação e o cuidado de pais, familiares, empresas, educadores e toda a sociedade no processo de aleitamento, garantindo a alimentação exclusiva com leite materno até os seis meses de vida. Esta orientação é preconizada pelo Ministério da Saúde e pela Organização Mundial da Saúde.

O novo Marco Legal da Primeira Infância (Lei nº 13.257/2016) permite a prorrogação de 5 para mais 15 dias o período da licença paternidade, desde comprovado o envolvimento do pai com o desenvolvimento do bebê. "Quanto mais tempo as crianças são amamentadas, mais elas adquirem resistência às doenças e intensificam sua relação afetiva com a mãe. Este ano, estamos envolvendo também os pais nesta fase. Por isso, estamos apoiando a ampliação da licença-paternidade daqueles pais que são envolvidos com os cuidados das crianças, para que possam cada vez mais auxiliar as mães, criando um ambiente de conforto e condições adequadas para esta prática tão importante, que é a amamentação", ressalta o ministro da Saúde, Ricardo Barros. 

» Confira a matéria completa do Portal da Saúde sobre a Semana Nacional de Amamentação

 

Salas de Apoio à Amamentação

Salas de Apoio à Amamentação

Outro passo importante foi o aumento do número de implantações, por empresas privadas e públicas, de Salas de Apoio à Amamentação. Atualmente, o país possui 200 salas certificadas pelo Ministério da Saúde, com capacidade de beneficiar até 140 mil mulheres. Em 2014 eram 16 salas de apoio à amamentação.

As Salas de Apoio à Amamentação são locais simples e de baixo custo para as empresas, onde a mulher pode retirar o leite durante a jornada de trabalho e armazená-lo corretamente para que ao final do expediente possa levá-lo para casa e oferecê-lo ao bebê. 

Bancos de leite humano  

Os bancos de leite humano (BLH) são umas das principais iniciativas do Ministério da Saúde para a redução da mortalidade infantil. Atualmente, o Brasil conta com 221 Bancos de Leite e 188 Postos de Coleta, além da coleta domiciliar. Todos os estados brasileiros possuem, pelo menos, um BLH. Desde 2011, mais de 8 milhões de mulheres receberam algum tipo de assistência dentro da rede de bancos de leite humano.

Assista ao vídeo da campanha

 

 

 

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